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É puro despeito.

Seedorf no Botafogo
A única coisa séria que a gente poderia alegar é que o Botafogo deve à beça. Mas, esqueça. O Botafogo deve tanto, um pouquinho mais, um pouquinho menos, que o meu, o seu, o nosso time. E não vamos negar que ficamos para lá de felizes quando nosso time recebe um jogador de nível internacional para reforçá-lo. Alguns de nós talvez até reclamemos dos altos custos de contar com o medalhão. Porém, diga aí, vai, quantos segundinhos dura a sua lucidez torcedora?

Assim, de resto, tudo que se diga em relação ao novo astro do Glorioso não passou, não passa, não passará de gozação típica de massas adversárias ou mesmo puro despeito. Porque DO PONTO-DE-VISTA ESPORTIVO, se muito não me falha a memória, Seedorf é a melhor contratação feita por um clube brasileiro de um atleta top de linha do futebol internacional.

Os detalhes. Eles não devem enxerga-los!

O que você vê na figura?

Eu, um desenho mal feito.

Comum, no máximo.

Se você é entendedor de Artes, espero que perdoe a minha ignorância.

Não possuo conhecimento da matéria para enxergar os detalhes que tornam a imagem uma verdadeira obra-de-arte.

Para ser mais exato, o quadro "O quarto", de Van Gogh.

Informação que descobri somente agora, após uma consulta ao "São Google".

A camisa "amarelinha" anda fora de moda?

No aspecto técnico, a Euro 2012 tem sido o segundo melhor torneio entre Seleções a que assisto desde que acompanho futebol. Para mim, só perde para a Copa de 1986, no México, a primeira desses 32 anos de vida. E uma olhada rápida nos 4 semi-finalistas da competição é suficiente para reforçar a tese: Alemanha, Espanha, Portugal e até a costumeiramente retranqueira Itália são equipes que jogam para frente, valorizam a posse de bola e contam com jogadores especiais, capazes de desequilibrar uma peleja.

É fato que os torneios entre representações nacionais sempre exerceram influência no estilo de jogo adotado no planeta bola em seus anos posteriores. Tendência da qual nunca fugiu o Brasil. Foi depois de 1994, por exemplo, que ganharam força os amados volantes de contenção, incapazes, sequer, de acertar um passe de 2 metros. Assim como foi comum, após 2006, aturar times brasileiros armados à base do trancado 4-5-1 empregado pelos italianos, àquela época.

O Corinthians não é o Chelsea. Até porque o Santos está longe de ser o Barcelona.

O Corinthians não é o Chelsea. Até porque o Santos está longe de ser o Barcelona.
Ainda não vira o Corinthians jogar uma vez sequer nessa temporada. De modo que a imagem que tinha do time comandado por Tite era aquela transmitida por boa parte dos comentaristas esportivos e compartilhada por significativa parcela dos torcedores, inclusive corinthianos: a de uma equipe eficiente, sem brilho, sem craques, (para alguns) retranqueira, (para seu próprio vice-presidente) "medíocre".

Características atribuídas pelo senso comum que não tardaram a produzir comparações com o Chelsea que, segundo os entendidos de futebol, foi campeão europeu à base de um esquema que privilegiava primeiro o defender e por último, se possível, atacar. Embora existam números bastante convicentes para mostrar que o ferrolho dos "Blues" foi apenas escolha emergencial diante de um adversário muito superior no aspecto técnico a 99% das equipes do planeta.

Entender...

SEMPRE lutar,

suar,

valorizar,

gritar,

apoiar,

abraçar,

Não está nos pés, está na cabeça.


Não dá pra resolver sempre...

Mais complicada que a Teoria da Relatividade.

A fórmula de "pontos corridos" é aquela em que não há decisão. Melhor dizendo, a fórmula de "pontos corridos" é aquela onde há várias decisões. A cada rodada e em cada partida os mesmos três pontos são colocados em disputa, todos eles FUNDAMENTAIS de igual maneira para a consagração do campeão ao término do certame.

Adotado no Brasileirão desde 2003, quando o Cuzeiro sagrou-se vencedor de forma impecável, o sistema chegou a sua maturidade no país ano passado, graças a uma disputa de tirar o fôlego na reta final, que terminou em festa para o Corinthians. A corrida disputada palmo a palmo, cabeça a cabeça, entre o Timão e o Vasco parecia configurar o "cala-boca" definitivo para os saudosos amantes do velho "mata-mata".

A world without heroes.

O maior compromisso de um jogador de futebol é com eles...

Passei a manhã inteira procurando exemplos. Busca desnecessária. Não por não tê-los encontrado, mas por quase ter cometido uma enorme injustiça ao escolher apenas um deles. Porque eles estiveram, estão e estarão no meu cotidiano e no de vocês também. Assim, tratarei nosso personagem de forma genérica, porém tenho certeza de que o amigo aí será capaz de nomeá-lo.

Não sei se revelei aqui num desses nossos encontros, mas, apesar de burro velho, adoro super-herois. Não apenas aqueles dos quadrinhos que tanto li na infância, mas, sobretudo, aqueles que passaram, passam e passarão pela minha vida. Gente comum, sem poderes mutantes ou meta-humanos, que supera adversidades e muitas vezes deixa em segundo plano o interesse pessoal em detrimento de algo bem maior.

Juntos num só ritmo.

Juntos num só ritmo.

No ritmo dos elefantes brancos.

Das obras superfaturadas.

Das sem licitação.

Das que perigam ficar inacabadas.

Juntos num só ritmo.

Melhorar não custa nada.


Flamengo X Internacional: 36 faltas, 63 passes errados.

Portuguesa X Vasco: 35 faltas, 104 passes errados.

Atlético-GO X Ponte Preta: 42 faltas, 73 passes errados.

Náutico X Cruzeiro: 60 faltas, 83 passes errados.

Santos X Sport: 29 faltas "apenas", 55 passes errados.

São Paulo X Bahia: só 20 faltas, 70 passes errados.

Atlético-MG X Corinthians: 43 faltas, 68 passes errados.

Coritiba X Botafogo: 36 faltas, 49 passes errados.

Fluminense X Figueirense: 43 faltas, 59 passes errados.

Grêmio X Palmeiras: 41 faltas X 56 passes errados.

De Boca fechada.

Com gol de Santiago Silva aos 45min do segundo tempo, Boca Juniors arranca empate no Rio de Janeiro e elimina o Fluminense nas quartas de final da Copa Libertadores
Fosse Rafael Sóbis um legítimo "fominha", o texto começaria com o grito de gol solto a plenos pulmões. Como esperneou Abelão, tá livre, de cara pro crime, chuta, meu filho! E corriam breves 5 minutos de uma peleja perigosamente aberta quando o Flu desperdiçou sua primeira ótima oportunidade.

Dado o resultado em Buenos Aires, uma cerveja, um golzinho no início, outra bebida, era tudo o que eu queria na vida. Verdade não necessariamente chinesa, conforme cantaria a voz de Emílio Santiago, que reduziria os contornos dramáticos da noite de quarta-feira, realçados pelo comportamento, feito de costume, abusado do Boca Juniors, que sofria sustos, mas também rondava, sorrateiro, a área tricolor.

Não é o Barça, mas não é o Íbis.

No Campeonato Inglês, o Chelsea marcou um total de 65 gols. Média aparentemente modesta de 1,71 por partida. Digo aparentemente porque em exatos 11 jogos os Blues anotaram pelo menos 3 gols. Houve também 3 surras acachapantes: 6 a 1 no QPR, 5 a 1 no Bolton e 4 a 1 no Swansea.

Na Copa da Inglaterra, que também faturou, o time de Roberto Di Matteo foi a campo em 7 oportunidades. Nela, empurrou a bola 20 vezes para o fundo das redes adversárias. Calculadora em ação, agora são "razoáveis" 2,85 de média. Na final, vale lembrar, a vítima foi o bom Tottenham de Bale e companhia, que caiu de 4 diante de Drogba e seus companheiros senadores.

#BemVindosaoCéu.

Os ingleses do Manchester United são conhecidos como "diabos vermelhos". E não há nenhum problema no apelido emprestado do "coisa ruim". Não porque só haja santos na cinzenta cidade da Terra da Rainha, sim porque os eventuais "coisas ruins" quando aprontam são punidos de maneira exemplar.

Com talento, tamanho de torcida não é documento.

Com talento, tamanho de torcida não é documento.
Em meio à agitação do final de semana, passou despercebido. No entanto, o escrito abaixo mereceria um estudo beem detalhado por parte dos departamentos de futebol de algumas de nossas agremiações. Confira!

Botou fogo no Engenhão.

Fluminense 4 x 1 Botafogo

Os minutos iniciais da peleja pareceram com os de Irlanda X Noruega na Copa de 94, uma das piores partidas a que tive o desprazer de assistir na vida. Chutão daqui, bico para frente de lá, inclusive uma cobrança de lateral à moda STOKE CITY, que em nada combinavam com equipes que contam com meias íntimos da pelota a ponto de chamá-la a de "MEU BEM", sem o mínimo constragimento.

É muito mais...

O primeiro estádio abaixo é o do alemão Greuther Fürth. 15.000 pessoas de capacidade. Nome oficial "Playmobil Stadium", igual ao dos bonequinhos PEQUENININHOS que o amigo leitor tinha na infância.

Para informação, na fase SEMI-FINAL da Copa da Alemanha o Greuther Fürth recebeu o campeão Borussia Dortmund em seus domínios.

A Lei de Gérson nunca esteve tão atual.


Dizem, o futebol brasileiro vive a era da profissionalização.

Mas, para mim, tudo não passa de enganação.

Em certas áreas até avançamos.

Nos valores das cotas da TV.

Na adoção dos pontos corridos que já adoramos.

Alguns clubes, na venda dos ingressos que nós, torcedores, compramos.

Guardiola.

Comer uma deliciosa feijoada.

Tomar uma cerveja beem gelada.

Vibrar com o filho que passou no concurso.

Beijar a linda moça que dificultou a conquista um absurdo.

Rafael Moura tem a força. O Fluminense, a vantagem de decidir em casa.

Leandro Euzébio tentou dar um chutão pra frente. O chutão encontrou Deco. Deco lançou Wellington Nem. Wellington Nem cruzou para Thiago Neves. UHHHHHHHHHH! Gritou a torcida tricolor, logo por volta de 30 segundos de jogo, com a boa trama que quase terminou em Gol.

Início animado que não tornava precoce a análise animadora: o Fluminense teria espaços generosos para armar suas jogadas e, caso se impusesse, poderia judiar do fragilizado time reserva do Arsenal, não o de Londres, mas o de Sarandi, a essa altura, apenas à passeio na Libertadores, que proporcionava convidativas avenidas para o "MESSI das LARANJEIRAS", um exagero da minha parte, óbvio, eu sou torcedor, não jornalista, não esqueça, aproveitar sua ótima fase.

Te espero na final.

No começo da transmissão, pensei haver problemas relacionados ao som ambiente. Depois de um "não queremos passar vergonha nessa porra", dito por algum jogador do Fluminense, ainda na roda que se formou na subida do vestiário, não ouvi mais nada. A não ser, é claro, a voz, um tanto desprovida de emoção, do narrador.

Cadê os gritos? Cadê os cantos? Onde estariam os tricolores de Volta Redonda, que sempre prestigiam o Querido Pavilhão quando de suas visitas à Cidade do Aço?