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Como Pep se tornou Guardiola – Esmero e obsessão


Símbolo do Barcelona por uma década, Josep Guardiola pendurou as chuteiras em 2006 com o projeto de ser treinador. Ao contrário da maioria dos ex-jogadores que trilham esse caminho, foi estudar e buscar as lições de seus mentores. Propondo um futebol mais de razão que de resultados, Pep já conquistou 13 dos 16 títulos que disputou como técnico do Barça.

“Meu pai diz que preciso me reconverter. Pergunta o que quero fazer da vida. Não sei o que dizer; talvez que não vá fazer nada. Mas ele insiste, quer que eu me mexa, para não passar a imagem de preguiçoso. Mas, pai, talvez eu não faça nada mesmo da vida…”
Em 2 de agosto de 2006, Josep Guardiola deu uma de suas últimas entrevistas. Poucas semanas antes, ainda jogava no desconhecido Dorados de Sinaloa, time mexicano cujo nome soa mais como uma franquia de beisebol de segunda divisão do que como um clube de futebol profissional.

O fim de carreira do meia catalão não foi à sua altura e, em suas palavras, sua reconversão também não parece lá muito bem encaminhada. Mas, atrás do discurso depressivo, o que Guardiola não diz é que passou o verão em Madri. E que sabe exatamente para onde vai.

DIPLOMA

O mês de julho de 2006 é intenso para o ex-capitão do Barça. Todo dia, ele vai até o subúrbio de La Rosas, rumo à Ciudad del Fútbol, na capital da Espanha. Lá, acompanha aulas com assiduidade, preparando-se para se diplomar treinador. O aluno é aplicado e talentoso.
“A escola nacional de futebol espanhola não tem ranking de classificação para os diplomados, mas posso dizer tranquilamente que Guardiola estava entre os três melhores da classe”, lembra Oscar Callejo, secretário da escola.
Com o diploma em mãos, Guardiola não se dá por satisfeito. Para completar a formação, aconselha-se com treinadores que admira.
“Ele ligou para mim e para um monte de outros treinadores. Hoje parece coisa de doido: ligar para falar de jogo, analisar, descascar. Ele tem uma sede insaciável de debater. Eu sabia quando começavam as conversas com ele, mas nunca quando iam terminar”, diz o técnico argentino Angel Cappa.
Ex-adjunto de César Luis Menotti e depois de Jorge Valdano no Real Madrid, treinador do Huracan e do River Plate -foi quem descobriu Javier Pastore-, Cappa foi para a casa de Guardiola em Barcelona no final de 2006.

“Não sei se ele já pensava em ser treinador, mas para mim era óbvio. É raro um jogador querer tanto colocar um jogo numa mesa de dissecação.”

LA VOLPE

Obsessivo e perfeccionista, Pep lista os técnicos com quem os quais gostaria de conversar. O primeiro é um argentino de bigode ameaçador, desconhecido na Europa, Ricardo La Volpe.

Na Copa do Mundo de 2006, Guardiola escreveu no jornal “El País”, e suas análises dos jogos e reflexões sobre futebol deixaram muita gente desconcertada. Só uma seleção agrada ao catalão. Não é a Alemanha de Jürgen Klinsmann, nem a Itália de Marcello Lippi, mas o México de La Volpe.

Ele escreveu: “Johan Cruyff dizia: o mais importante no futebol é que os melhores jogadores sejam os zagueiros. Se você sai com a bola, consegue jogar; se não, não faz nada. Johan diz que a bola equilibra um time. Se perde a bola, o time se desequilibra; se perde pouco, consegue manter o equilíbrio. La Volpe decidiu que sua defesa saísse jogando, e não que começasse jogando, o que é diferente.

“Para La Volpe, começar a jogar é tocar a bola entre os zagueiros, sem maiores intenções. Mas La Volpe os obriga a fazer outra coisa. Ele os obriga a sair jogando, obriga os jogadores e a bola a avançarem juntos e ao mesmo tempo. Soube que, nos treinos, La Volpe pede aos zagueiros que corram com a bola por 30 minutos sem parar. Se alguém faz um passe errado, se o campo não é usado em toda a sua extensão, se um passe não é dado para o goleiro como manda o jogo, ele pede para recomeçar do zero.

“Ele corrige, grita, e tudo recomeça. Uma vez, depois outra. Cem vezes, se for preciso. E ver seu México jogar é fantástico.”

Nem mais nem menos do que uma declaração de amor.

Mesmo que isso não agrade a Guardiola e ao seu romantismo, La Volpe foi demitido após ser eliminado nas oitavas de final, apesar de os mexicanos terem dominado a Argentina durante todo o jogo; o futebol só vive de vitórias.

Pouco acostumado a falar com a imprensa, La Volpe declarou: “Sei que Guardiola mencionou meu nome várias vezes, dizendo que fui um dos que mais o influenciaram. Talvez se inspirasse em mim nas triangulações ao chegar à área adversária. E disseram que dedicou a mim a Liga dos Campeões de 2009 (Barcelona 2 x 0 Manchester United), mas ele nunca me disse isso.

“Acho que seguimos o mesmo caminho. Gostamos de tomar a iniciativa do jogo, que o jogador assuma a responsabilidade de conduzi-lo. É assim que se faz bom futebol. Ele faz isso e ainda vence. Alguns de nós foram criticados por tentar e não vencer, é a regra do jogo”.

La Volpe seria demitido do Boca Juniors (2006), do Vélez Sarsfield (2007), do Monterrey (2008) e da seleção da Costa Rica (2011). Apaixonado pelo método argentino, como mostram suas relações com Cappa e La Volpe, por fim Guardiola atravessa o Atlântico.

Aproveitou uma viagem a trabalho de seu amigo David Tureba, cineasta e escritor, para voar a Buenos Aires. Era outubro de 2006.

ARGENTINA

Na capital argentina, Pep deixou sua bagagem num hotel do bairro de Palermo. A primeira visita que fez não foi a um treinador, mas a um nerd louro, um Mark Zuckerberg argentino, de cabelo comprido. Matias Manna é o criador do blog Paradigma Guardiola (paradigmaguardiola.blogspot.com). Ele analisa, com vídeos, pausas e reflexões perspicazes, o futebol de Pep.

“Desde 2005, vou decifrando a maneira de pensar e as convicções futebolísticas de Guardiola”, diz Manna. Ele conta como começou sua amizade com o atual treinador do Barcelona: “Eu o contatei por e-mail e ele respondeu. Sempre se mostrou aberto. Um dia, disse que estava vindo à Argentina e propôs um encontro. Passamos um dia juntos. Falamos muito de futebol.

“Dei a ele o livro ‘Lo Suficientemente Loco’, uma biografia de Marcelo Bielsa. Ele me agradeceu e foi deixar as malas no quarto. Quando desceu, minutos depois, citou quatro ou cinco conceitos de jogo que estavam no livro. Isto é: no elevador, voltando do quarto, já tinha entendido a essência.”

No dia seguinte, Guardiola decidiu assistir a um River-Boca, no Monumental de Nuñez. Seu ex-colega no Dorados Angel “Matute” Morales, conseguiu um ingresso para ele. Pep se misturou à multidão e, na fila para entrar, foi parado por seguranças. “Não o reconheceram”, conta Morales. “Foi revistado como qualquer um, mas não disse uma palavra, não protestou.”

Seu caminho o levou a César Luis Menotti, técnico campeão do mundo em 1978 e técnico do “seu” Barça na temporada 1983-84.

Como um velho sábio, Menotti recebeu aquele que, por enquanto, era só um jovem aposentado do futebol. O encontro aconteceu num restaurante do bairro de Belgrano, em meio a uma nuvem de fumaça de cigarro e cheiro de uísque.

“Quando Pep me procurou, algo já o distinguia: ele tinha ideias claras. Não chegou como outros, que queriam que eu desse o caminho, como se fosse o Messias. Ele já sabia. Então disse a ele: ‘Quer ser treinador? Não tenha dúvidas, vá fundo. Seja treinador, e assim as críticas serão mais bem divididas, não vão mais ser só para mim.”

Guardiola deixou-se seduzir e também tranquilizar pelo discurso radical do mentor de Maradona. O terceiro e último encontro irá confortá-lo ainda mais na sua decisão.

EREMITA

Maximo Paz, província de Santa Fe. Josep Guardiola marcou um encontro com o eremita do futebol argentino, “el loco” Marcelo Bielsa. Então afastado do futebol desde 2004, Bielsa vivia confinado em casa, sem dar sinais de vida.

Guardiola conseguiu o encontro graças a Lorenzo Buenaventura, seu treinador pessoal quando jogava na Itália e ex-adjunto de Luis Bonini, o braço direito de Bielsa. Hoje, Buenaventura é o preparador físico do Barcelona. A fascinação de Guardiola por Bielsa data da Copa do Mundo asiática de 2002, quando “el loco” treinava a seleção argentina.

Na época, Guardiola declarou: “Para mim, o time mais interessante do torneio é a Argentina, mesmo que não tenha passado da primeira fase. Jogou muito bem, apesar de vivermos num mundo onde, se você ganha, é bom, mesmo que não tenha ficado com a bola; e, se você perde, não importa se tentou, se teve a bola, se o time estava organizado e se tinha apostado no 3-4-3, como Bielsa fez. Você perde e é um fiasco. Vejo isso de outra forma.”

Por 12 horas, em volta de um “asado” (churrasco argentino), os dois conversaram, assistiram a trechos de jogos, debateram, brigaram, se reconciliaram e recomeçaram. Um tema, ou melhor, um homem os une acima de tudo: Louis van Gaal.

O técnico holandês é o único europeu que Bielsa já tomou como exemplo: “O modelo estrangeiro que mais me agrada é o do Ajax de Van Gaal. Ele tem um time flexível para compor suas linhas conforme as exigências do adversário na hora de recuperar a bola. O que interessa é que o time tenha um projeto de jogo próprio nos momentos ofensivos. Calculei que o Ajax dava uma média de 37 passes para trás. O torcedor via isso como recusa a jogar, mas esse passe para trás era o início de um novo ataque.”

No seu livro “Mi Gente, Mi Fútbol” (2001), Guardiola diz o mesmo de seu treinador: “Poucos times me seduziram tanto quanto o do Ajax de Van Gaal, com sua facilidade para criar o jogo da defesa, a velocidade dos jogadores das laterais e seu modo de passar a bola. Aquele Ajax conseguia resolver de maneira fantástica todos os ‘um contra um’ de um jogo. No ataque e na defesa. Assumiam todos os riscos que um time pode correr.

“Aquele Ajax tinha algo que me surpreendia, espantava, maravilhava. A disciplina do posicionamento. A posse de bola como ideia de base. O jogo constantemente sustentado. Os movimentos de dois toques… E eles faziam isso de forma tão simples quanto sublime. O Ajax de Van Gaal dava aulas de futebol aos que conheciam perfeitamente o jogo.”

‘SANGUE’

Nutrido pelo futebol total de Johan Cruyff, Guardiola consegue, acima de tudo, aplicar maravilhosamente bem os preceitos de Bielsa. “Procuro ocupar as laterais, porque a maioria das situações perigosas vem delas. O contrário significa centralizar o jogo. Qualquer estudo revela que 50% dos gols finalizados vêm das laterais. Se um treinador quer que o time domine o jogo, deve posicionar no mínimo dois jogadores por setor. Nunca posiciono os jogadores com o intuito de atacar usando o contra-ataque.

“Para mim, trata-se, antes de mais nada, de uma questão de posse de bola. Se der para ficar com ela, por que devolvê-la? Não preparo um time para esperar. Um grande time não é condicionado pelo rival. O fundamental é ocupar direito o campo, ter um time curto, com uma linha de defesa e uma de ataque separadas por no máximo 25 metros, e que nenhum zagueiro esteja ocupado marcando um adversário que não existe.”

Tocado pela sinceridade quase ingênua de Guardiola, Bielsa perguntou: “Você, que conhece toda a sujeira do mundo do futebol, o alto grau de desonestidade de certas pessoas, por que quer tanto voltar e treinar jogadores? Gosta tanto desse sangue?”. Guardiola respondeu: “Preciso desse sangue”.

O fato é que o catalão vai usar outro método de Bielsa, o de não entregar nada à imprensa. Recluso no seu silêncio há mais de uma década, o argentino havia justificado assim sua vontade de não falar: “Por que eu deveria dar entrevista a um jornalista poderoso e negá-la a um repórter do interior? Por que deveria participar de um programa que tem picos de audiência toda vez que apareço e não me deslocar até uma pequeno rádio local? Qual a lógica? Meu interesse?”.

Guardiola se apoderou da fórmula. Depois de virar treinador do Barça, não deu mais nenhuma entrevista individual. Só vai às coletivas obrigatórias do clube.

JOGO BONITO

Pep voltou à Espanha está seguro de si como nunca. Dias depois de deixar a Argentina, em 22 de outubro de 2006, declarou ao jornal “Marca”: “Por que não poderíamos ter treinadores que defendam o jogo bonito? Converso com muitos treinadores: ‘Como é esse jogador? Como faz aquele?’. Mas não tem receita. No futebol, ganha-se com estilos muito diferentes. Precisamos fazer as coisas como as sentimos. É a partir da bola que se constrói um time.”

Em 2006, Josep Guardiola tinha 35 anos, tinha ideias, mas continuava desempregado. “Seu” clube, embora fosse campeão europeu, estava desabando. Contagiado pela suficiência, o Barça de Frank Rijkaard vivia suas últimas horas de glória. Txiki Begiristain, diretor esportivo do Barcelona e braço direito de Joan Laporta, logo foi consultado por alguns dirigentes, sabendo das intenções de Guardiola.

Begiristain então decidiu, para que seu ex-colega se acostumasse, confiar a ele a direção da categoria de base e dar a Luís Enrique o Barça B. Desapontado, mas leal a seu clube de sempre, Pep aceitou. Só pediu um último encontro com Begiristain. “Pep me falou sobre sua vontade de treinar. Entendi que era o momento dele”, diz o ex-diretor dos esportes do Barça.

Em 21 de junho de 2007, seis meses depois da viagem à Argentina, Guardiola foi nomeado treinador do Barça B, que estava na terceira divisão do campeonato espanhol.

Munido de princípios e teorias, foi confrontado pela primeira vez com a realidade da vida de treinador. Alertado por amigos sobre as dificuldades das divisões inferiores, o primeiro trabalho do técnico “blau-grana” (azul e grená) consistiu na seleção de um grupo.

Ele tinha poucos dias para reduzir o número de jogadores de 50 a 23, destruindo o sonho de vários. As primeiras dúvidas surgiram logo no primeiro jogo, que acabou… em derrota. Guardiola se empenhou, construiu um time no qual um certo Sergio Busquets se impôs no meio do campo; no qual, na ponta direita, Pedro Rodriguez oferecia seu jogo feito de percussões.

Dois meses após o início do campeonato, Guardiola resumiu: “Ser treinador é fascinante. É por isso que os treinadores acham tão difícil parar. O trabalho traz uma sensação permanente de excitação, de que o cérebro gira o tempo todo a cem por hora. Começar na terceira divisão me tornará um treinador melhor, se um dia eu ocupar o banco de um profissional. Hoje sou melhor que dois meses atrás.

“Nunca tinha sido confrontado com 25 caras esperando que eu dissesse algo. Hoje posso ficar tranquilo na frente deles. Antes, no intervalo, não sabia o que dizer.”

NÚMERO UM

Guardiola sabia as palavras certas, seu time venceu o campeonato e o Barça B subiu para a segunda divisão.
Ao mesmo tempo, no andar de cima, Rijkaard deixou escapar para o Real, pela segunda vez seguida, uma liga que estava na mão. Laporta entendia que o holandês não tinha mais autoridade sobre um grupo dominado pelos egos de Ronaldinho Gaúcho e Samuel Eto’o. Começou então uma disputa de poder nos bastidores do Camp Nou entre os conselheiros do presidente.

Laporta conta: “Minha ideia era que Johan [Cruyff] treinasse o time, tendo Pep como adjunto, e que, na temporada seguinte, ele virasse o número um. Johan não disse nada. Eu o conheço, sei que toma decisões rápido. Por fim, ele me disse que deveríamos nomear Pep logo. Txiki concordava: ‘Guardiola está pronto para ser treinador do primeiro time’. Propus essa solução numa reunião. Alguns eram a favor, outros queriam Mourinho. Falei: ‘Mourinho não, vai ser o Pep’.”

Em 8 de maio de 2008, menos de dois anos depois de receber o diploma de treinador, Guardiola foi nomeado técnico do time do qual fora capitão e símbolo por cerca de dez anos. Sua primeira medida foi impor o afastamento das três estrelas: Ronaldinho, Deco e Eto’o.

Os dois primeiros aceitaram; o camaronês ganhou uma temporada de descanso. No primeiro treino, Pep se dirigiu aos jogadores: “Não vou prometer que vamos ganhar títulos. Vamos tentar. Mas apertem bem os cintos, porque vocês vão passar ótimos momentos.”

Pep acabava de se tornar Guardiola.

Publicado originalmente na revista francesa “So Foot”. Colaboraram Javier Prieto Santos e Aquiles Furlone, de Buenos Aires.

ALEXANDRE GONZALEZ
TRADUÇÃO SOPHIE BERNARD
ILUSTRAÇÃO MARCELO COMPARINI

2012 - A primeira vez a gente nunca esquece!


A primeira vez a gente nunca esquece! Velho “chavão” que ouvimos desde muito cedo, e sobre vários aspectos da vida de uma pessoa, sinceramente não acho que seja assim tão determinante, pois ponho-me a pensar: Quando foi a minha primeira vez que andei de bicicleta, que joguei bola, que fui à um Estádio de futebol, que dei um beijo na boca, etc..???

Porém e mesmo que não tenha sido tão ou a mais importante primeira vez da sua vida, ela torna-se-á inesquecível!!Pois é! Mesmo “aquilo”, sim aquilo que você está pensando, o sexo!

Ora bem, esse Ano Desportivo de 2012 está “propício” em “primeiras vezes” inesquecíveis e sabe-se lá o que vem por aí no próximo semestre, reparemos:
Chelsea F.C. pela primeira vez sagra-se campeão europeu contra todos os prognósticos que apontavam  Barcelona e Real Madrid como super favoritos na Champions League.

Pela primeira vez uma Grande Competição de Futebol, a Eurocopa foi organizada por um país, neste caso dois países (Polônia e Ucrânia) ex-comunistas.

Pela primeira vez  uma seleção européia (Espanha) conquista três títulos internacionais seguidos(2 Eurocopas e 1 Mundial).

Pela primeira vez  um dos maiores clubes do Brasil (Corinthians) conquista a Copa Libertadores da América e invicto.

Pela primeira vez  a seleção brasileira, única que participou em todas as Copas do Mundo e com mais conquistas(5) fica de fora das 10 primeiras colocações no Ranking da FIFA.

Pela primeira vez  um clube brasileiro (Botafogo) contrata um “astro” estrangeiro consagrado do futebol europeu, Clarence Seedorf!

O que esperar desses  últimos 6 meses de 2012? Já pensei rápido: Será que o Brasil conquistará seu primeiro ouro olimpico no futebol (Masculino e/ou Feminino)???

O certo é que estas "primeiras vezes" serão inesquecíveis para o bem e/ou para o mal, sinceramente espero que haja mais primeiras vezes e que “estas” não tenham sido sinais que o mundo vai mesmo acabar em 2012!!!




Rivaldo, um verdadeiro camisa 10 na conquista do Brasil


Ronaldo foi o grande nome, o craque da Copa de 2002. Ele quebrou recordes e voltou para o Brasil como o maior artilheiro de todos os Mundiais. Mas um jogador, o camisa 10 do Brasil, foi tão decisivo quanto.

Rivaldo brilhou com seu futebol de passadas largas, inteligência e chute dos mais certeiros que se viu de fora da área. Ele brilhou e foi, ao lado de Ronaldo, o jogador mais importante da campanha do penta.

Ele, que já mostrara grande futebol quatro anos antes, na Copa da França, esteve ameaçado de não participar da Copa da Coréia do Sul-Japão. Com uma contusão no joelho, teria de passar por uma cirurgia indicada pelo departamento médico do seu clube à época, o Barcelona, às vésperas da competição.

Garrincha, o gênio da pernas tortas, "ganha" a Copa para o Brasil


Na Copa do Mundo de 1958, em gramados suecos, o mundo já assistira sem muito entender aquele jogador improvável, de dribles que pareciam previsíveis, fazer os adversários, um a um, de tolos para chegar à linha de fundo e consagrar Vavá com cruzamentos tão violentos quanto precisos.

Era Garrincha, o gênio da ponta-direita, um jogador que fazia por um lado do campo - e driblando sempre na mesma direção - o que muitos outros tentavam de várias formas sem conseguir o mesmo brilho.

Como explicar a genialidade de um jogador que não se cuidava fisicamente, não gostava de assistir a futebol, mas sim de jogar, principalmente as peladas de pés descalços no campo de terra batida com os companheiros do distrito de Pau Grande.

Brasil encanta de novo o mundo com 3 a 1 na final sobre Tchecolosváquia


No dia 17 de junho de 1962, também um domingo, há exatos 50 anos portanto, o Brasil ratificava a hegemonia no mundo conquistada quatro anos antes na Suécia.

Com uma bela exibição de futebol, diante de um Estádio Nacional de Santiago lotado de chilenos incentivando nossa Seleção, superou a Tchecoslováquia na final por 3 a 1 e ficou pela segunda vez com a Taça Jules Rimet.

A Seleção Brasileira, apesar de contar com alguns jogadores considerados "veteranos" - mas craques de verdade - , manteve praticamente a mesma formação do primeiro título em 1958.

Gilmar, Djalma Santos, Mauro no lugar de Belini, Zózimo no lugar de Orlando e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Amarildo, que entrou no lugar do contundido Pelé, e Zagalo.

Brasil passa pelos belgas e marca encontro com a Inglaterra


No dia 17 de junho de 2002, a Seleção Brasileira tinha a Bélgica pela frente em jogo válido pelas oitavas-de-final. Quer dizer, era vencer ou voltar mais cedo para casa, pois começava a fase de decisão da Copa do Mundo de 2002.

O jogo foi o primeiro do Brasil em território japonês, na cidade de Kobe, e foi muito mais equilibrado e difícil que o placar de 2 a 0 ao final pode sugerir.

A Bélgica foi um adversário duro de ser batido. No primeiro tempo, chegou a marcar, em gol anulado, e criou várias oportunidades que o goleiro Marcos impediu de entrar com boas defesas.

No segundo tempo, o talento do jogador brasileiro entrou de vez em campo para fazer a diferença. Rivaldo foi o primeiro a furar o forte bloqueio do adversário, com uma jogada que, antes da conclusão certeira, foi uma verdadeira lição de técnica e controle de bola.

Ronaldinho Gaúcho, com um passe de efeito, iniciou o lance pondo a bola no peito de Rivaldo. A matada foi perfeita, com a bola à feição para o giro e o chute preciso - nem o desvio feito pelo zagueiro belga diminuiu a beleza do gol.

O Brasil fez 1 a 0, mas a partida continuou difícil. A Bélgica corria atrás do empate; o Brasil respondia no contra-ataque. Foi assim que Kleberson saiu em velocidade e foi à linha de fundo para o cruzamento mortal. Ainda mais que, quem estava na área, à espera, era o artilheiro que dificilmente deixava passar uma oportunidade daquela: Ronaldo concluiu de primeira e liquidou o jogo com 2 a 0 no placar.

A Seleção Brasileira passava assim para as quartas. O adversário já estava definido: a Inglaterra, em jogo que aconteceria no dia 21 de junho em Shizuoka.

Brasil 4 x 2 Chile - Já se passaram 50 anos!

Copa do Mundo de 1962 : Brasil 4 x 2 Chile - Já se passaram 50 anos!
No dia 13/06/1962 com 80 mil espectadores no estádio Nacional em Santiago no Chile, o Brasil garantia a sua vaga para a final da Copa do Mundo de 1962 no Chile.

"Aquela Copa foi a Copa do Garrincha" resumia Zagallo, que também fez parte da Seleção de 1962 como jogador. Vínhamos do grande triunfo de 1958 na Suécia e o Brasil manteve a base campeã. O grande problema foi que o Rei Pelé sofreu uma grave distensão no músculo adutor da virilha, logo no segundo jogo, no empate sem gols contra a Tchecoslováquia, findando assim sua participação no Mundial do Chile. Sem poder se recuperar a tempo, Amarildo entrou em seu lugar contra a Espanha e jogou muito bem, fazendo os dois gols da vitória canarinho. Com Pelé fora de combate, Mané Garrincha chamou a responsabilidade para si e fez uma das suas melhores atuações na carreira contra a Inglaterra. Brasil 3 a 1.

Debate : O futebol de antigamente era melhor do que o atual?

Debate : O futebol de antigamente era melhor do que o atual?Entre o pioneiro Mundial de 1930 e aquele, que dentro de dois anos teremos no Brasil, já não existe qualquer ponto de contato.

Ao longo de 82 anos, o futebol, como tudo na vida, foi mudando muito. Desde o tempo dos calções pelos joelhos de Andrade, ás chuteiras aerodinâmicas de Cristiano Ronaldo, existe um abismo : tático, técnico e de ritmo de jogo, a separar esses dois tempos.

Primeira jogada de marketing do futebol, Pelé em 1970

Curiosidades do Futebol, Pelé e o caso da CHUTEIRA ADIDASUm fato marcou para sempre a história da PUMA, apresentando de vez a marca do felino para o mundo. Pelé havia sido campeão mundial em 1958 e 1962 utilizando chuteiras PUMA. Porém, um episódio marcaria para sempre a história da PUMA.

O mais legal da história do Pelé fazendo marketing para a Puma é o seguinte. Dizem que a Adidas fez uma proposta para ele, uma vez que o Rei já jogava com chuteiras da marca. No entanto, a Puma ofereceu mais dinheiro e Pelé fechou o acordo. Acontece que ele já estava com uma chuteira da Adidas amaciada e não queria correr o risco de ganhar calos com um calçado novo.

Os pênaltis do brasileirão 2011


Olá meus caros e ilustres butequeiros de todo este nosso Brasil varonil, hoje vamos falar sobre os Números do Futebol, com destaque para a infração máxima do futebol, a penalidade máxima ou como é amplamente chamada : o pênalti.

No Campeonato Brasileiro 2011, até a 18ª rodada foram marcados 48 pênaltis, e só aqui no #papodebuteco você acompanha a contagem das penalidades para cada equipe da série A.

Mas antes de sabermos qual clube mais sofreu e qual clube mais cometeu pênaltis, onde surgiu e como surgiu a penalidade máxima?

Mais de 50 anos conquistando a América

História da libertadores

A Copa Santander Libertadores da América é o campeonato de clubes mais importante e prestigioso das Américas. A primeira edição foi celebrada em 1960, quando a competição se chamava Copa Campeões da América e reunia os clubes campeões de cada país. Pouco a pouco a competição foi ampliando o numero de participantes e criando novas fases, até acolher as 38 equipes que disputam o torneio atualmente.

Dividido em seis etapas: primeira fase, segunda fase, oitavas de final, quartas de final, semifinais e finais, todas elas com jogos de ida e volta. Anos atrás, o campeão desta competição conseguia a classificação diretamente para o Mundial de Clubes da FIFA (com exceção dos times mexicanos) além de classificar o campeão para a Copa Santander Libertadores do ano seguinte. O vencedor também disputará a Recopa Sul-Americana do ano posterior, enfrentando o campeão da Copa Sul-Americana.

Taça Brasil e Robertão

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Olá butequeiro,
Como o assunto Taça Brasil e Robertão vieram a tona nos últimos dias, em nossa coluna Histórias do Futebol de hoje, vamos salientar como eram realizadas cada competição.

Taça Brasil
Disputada de 1959 a 68, e com molde semelhante às primeiras Copas do Brasil, a Taça Brasil contava com a participação de um representante por estado: o campeão estadual.

Nas duas primeiras edições, portanto, contou com 16 e 17 times, respectivamente. A partir de 61, o ganhador do ano anterior passou a ter vaga assegurada na edição seguinte. Assim, São Paulo teve dois representantes em 61: Palmeiras (campeão paulista de 60) e Santos (vencedor da Taça Brasil em 60), deixando a competição com 18 times.

Papo de balcão #3 - O Maracanã vai fechar até 2013!


Última sexta-feira do mês, e mais uma vez com nosso papo de balcão. Especialmente nesta sexta-feira (27/08) iremos ter em conjunto nosso papo de balcão e o quadro histórias do futebol. Hoje falaremos sobre curiosades que rondam o todo poderoso estádio do Maracanã, palco de muitas glórias, decepções e no qual pisaram muitos craques da bola.

Devido a Copa de 2014, o Maracanã já tem data para ser fechado para as obras de reforma: 8 de setembro, e permanecerá fechado até 2013. Mas, antes de seu fechamento, o estádio receberá apenas mais três jogos, todos do Campeonato Brasileiro: Fluminense x São Paulo (no próximo domingo 29/08), Fluminense x Palmeiras (1º de setembro) e Flamengo x Santos (5 de setembro).

[Histórias do Futebol] O Gênio das pernas tortas...

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Domingo dos pais, dia de agradecer ao homem que te serviu de exemplo por anos. A figura paterna é sim essencial, mesmo muitas línguas insistindo em desmerecer ou até mesmo tirar os méritos das grandes responsabilidades ali presentes, pai.

Pai é quem cuida, quem educa, quem mostra o caminho correto a seguir. Logicamente que em toda regra a exceções! Mas o fato é que um verdadeiro homem vai ser pai também.

[Libertadores 2010] A história do Sr. Destino

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Época de tiranos e subalternos, metrópoles e colônias. Falo da América de meados do século XIX. É esse o ponto de partida de uma história sobre heróis, impérios e – claro – futebol. Nessa mesma época, nesse mesmo continente, 5 desbravadores fincaram seus nomes nos livros de história. Entretanto, seus feitos ecoaram melhor nas páginas esportivas.

Mais do que meros ícones da história latina, esses personagens fazem, hoje, ainda que indiretamente, parte do torneio interclube mais prestigiada da América, a Copa Libertadores da América. Devo, pois, encerras as delongas e apresentar, ao caro butequeiro, os cinco libertadores da América: Simón Bolívar (1795-1830), venezuelano; D. Pedro I (1798-1834), português; José de San Martín (1778-1850), argentino; Antonio José de Sucre (1795-1830), venezuelano; e Bernardo O´Higgins (1778-1842), chileno.

Buteco em Luto! E o futebol também...

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O jornalismo , o futebol, o buteco está de luto!
Foi-se um representante da "camisa 10" na arte de escrever da era de ouro da crônica esportiva.

Aos 83 anos, Armando Nogueira morreu na madrugada desta segunda-feira, em sua casa, na Lagoa, Zona Sul do Rio de Janeiro. Há dois anos, Armando lutava contra um câncer no cérebro – que lhe roubou primeiro a capacidade de falar e escrever, duas das atividades que mais prezava.

O velório do corpo do jornalista será a partir das 13h desta segunda-feira, na Tribuna de Honra do Maracanã, até as 11h de terça-feira. De lá, o corpo seguirá para o enterro, às 12h, no cemitério São João Batista.

Histórias do Futebol #4 - Campeonato Brasileiro 1972

Palmeiras 1972
Hoje no quarto episódioda série Histórias do Futebol, vamos relembrar o Brasileirão de 1972. A segunda edição do Campeonato Brasileiro, que teve como vencedor, o time do palestra Itália, o Palmeiras.

A segunda edição do Campeonato Nacional contou com 26 clubes (seis a mais do que o torneio inaugural) de 13 estados (Alagoas, Amazonas, Sergipe, Pará, Rio Grande do Norte e Sergipe foram as novidades em relação a 1971).

Histórias do Futebol #3 - Tudo sobre a Copa União de 1987

Tudo sobre a Copa União de 1987
 Em 1987, o Otávio Pinto Guimarães (então presidente da CBF), reconheceu publicamente a impossibilidade financeira de organizar o campeonato brasileiro daquele ano. O dinheiro da Loteria Esportiva, que bancava boa parte desses gastos, era cada vez menor depois que estouraram escândalos de fraudes e armação de resultados.

Histórias do Futebol #2 - Grêmio x Palmeiras

Ao longo da história de Grêmio e Palmeiras, aconteceram grandes jogos, principalmente na decáda de 90. No dia 28/11/1996, no Olímpico ocorreu um grande jogo, Grêmio 3x1 Palmeiras. As equipes eram comandadas por grandes técnicos e tinham grandes jogadores...

Histórias do Futebol #1 - Campeonato Brasileiro de 1971

Hoje iremos apresentar uma nova coluna para o #papodebuteco, as Histórias do Futebol.

A nova coluna do blog vai contar um pouco mais sobre a história do futebol, com textos que farão você relembrar ou até mesmo conhecer grandes momentos do futebol. Confesso, que o desafio é enorme, mas garanto que iremos aprender um pouco mais sobre o esporte bretão.