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Felipão troca lateral e tira Jadson, Rever e Cavalieri de amistoso; veja lista


Com pouquíssimas mudanças em relação ao grupo campeão da Copa das Confederações 2013, o técnico Luiz Felipe Scolari apresentou a convocação da Seleção Brasileira para o amistoso contra a Suíça, no dia 14 de agosto, na Basileia. O lateral esquerdo Filipe Luís deu lugar a Maxwell e Jadson, Rever e Diego Cavalieri ficaram de fora da lista.

A manutenção da base por Felipão indica a satisfação com a evolução da equipe durante o torneio. Desta forma, é quase certo que o treinador repetirá a escalação que disputou toda a Copa das Confederações, com Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo e Paulinho; Neymar, Oscar e Hulk; Fred.

Festa e falta de 'condição adequada' tiram Ramires e R10 da lista de Felipão


O volante Ramires, do Chelsea, e o meia-atacante Ronaldinho Gaúcho, do Atlético-MG, não ficaram fora da lista da Copa das Confederações apenas por questões técnicas. O pouco comprometimento da dupla com o perfil exigido por Luiz Felipe Scolari foi o principal motivo para os jogadores não serem convocados. E a ausência deles na relação dos 23 escolhidos vai muito além dos atrasos na apresentação a dois amistosos da Seleção nas cidades onde moram: no caso do jogador dos Blues, um jantar de comemoração na data marcada para chegar ao hotel em Londres, em março; no caso do craque do Galo, a chegada 25 minutos após o horário estipulado pela comissão técnica - e sem estar em "condições adequadas" - , em abril, antes do jogo com o Chile, em Belo Horizonte.

Por conta de tais atitudes, os dois foram descartados por Felipão para a competição, que acontecerá entre 15 e 30 junho no país. A situação de Ronaldinho Gaúcho é a mais grave. Destaque do Galo na temporada (classificado para as quartas de final da Libertadores e perto do título mineiro após o 3 a 0 sobre o Cruzeiro na primeira final), o craque não rendeu o esperado pela Seleção nas três partidas que disputou com a nova comissão técnica (derrota de 2 a 1 para a Inglaterra, goleada de 4 a 0 sobre a Bolívia e empate de 2 a 2 com o Chile). A situação começou a complicar para o camisa 10 já na forma como se apresentou para o amistoso em BH: passou direto pela imprensa, que o aguardava no saguão, e entrou no hotel pela garagem. Tal atitude incomodou a comissão técnica, que, mesmo assim tentou minimizar a situação na época:

- Ninguém considerou atraso. Não demos importância para isso. Não entendemos por que deram tanto espaço para isso. Às 19h30 ele estava jantando com a equipe - disse o coordenador técnico Carlos Alberto Parreira.

Apesar do discurso oficial, a situação era outra nos bastidores. Depois da entrada escondida pela garagem, Ronaldinho encontrou-se com Felipão na concentração. E, o pior, não estaria em "condições adequadas". O jogador, que ganhou a braçadeira de capitão contra Bolívia e Chile, sequer olhava para o treinador no rápido bate-papo antes do jantar.

Em campo, a expectativa era que o camisa 10 arrebentasse. Principalmente por jogar "em casa", com a torcida a favor, no Mineirão. Porém, a comissão técnica avaliou que o meia-atacante não chamou a responsabilidade no empate de 2 a 2 e foi "omisso", o que acabou sendo determinante para a decisão final da convocação.

Ramires: jantar de aniversário no dia da apresentação


O atraso de Ramires na época de Brasil x Rússia se deu por conta da comemoração do aniversário de 26 anos: um jantar no dia 23 de março, em Londres, mesma data marcada da sua apresentação à Seleção. Por causa de uma lesão muscular, o volante do Chelsea ficou fora do empate de 2 a 2 com a Itália, dia 21, em Genebra. Mas o atleta deixou combinada uma avaliação com o médico da Seleção, José Luis Runco, na noite do dia 23, já na capital londrina. Sem dar satisfação, o jogador sequer apareceu.

Para piorar a situação, a esposa do jogador, Islana Rosa, publicou no dia 24 (data do aniversário), em redes sociais, algumas fotos da comemoração. Nesta mesma data, Ramires apareceu na concentração da Seleção acompanhado da médica do Chelsea, Eva Carneiro. Após a confirmação do corte para o amistoso, o volante comentou com algumas pessoas no elevador do hotel que já esperava estar fora das próximas listas de Felipão:

- Fiz besteira. Sou o culpado por tudo isso. Estou fora da Copa das Confederações - teria dito o volante.

Já com Ramires fora do torneio da Fifa, a esposa do jogador voltou a atrapalhar o marido. Na última terça, dia da divulgação dos 23 convocados, a esposa de Ramires usou a internet para desabafar sobre a ausência do volante na lista e atacou a CBF:

- Nada nem ninguém vai tirar esse sorriso, essa garra que só você tem! Que dá tanto o sangue, que hoje infelizmente é só mais um injustiçado em uma Seleção medíocre que vive de panela e máfia! Parabéns, CBF! Parabéns, Brasil. Por isso que não é e nunca mais será o melhor do mundo! - escreveu Islana, que nesta quarta publicou um pedido de desculpas, dizendo que era uma opinião pessoal e não do seu marido.

O agravante é que tanto Ronaldinho Gaúcho como Ramires tiveram os problemas de atraso nas cidades onde moram. Enquanto R10 se complicou em Belo Horizonte, o volante não conseguiu cumprir o combinado em Londres. Na terça, o jogador dos Blues se manifestou em comunicado via assessoria de imprensa e disse acreditar que o incidente em Londres seria o motivo pela decisão de Felipão.

- A médica do Chelsea explicou a todos que o atraso aconteceu por causa de uma falha de comunicação e esclareceu qual era minha lesão. Falei com o Felipão e ficou tudo resolvido. Já fiquei com o grupo da Seleção mesmo estando machucado em outras oportunidades. Além disso, nunca tive caso de indisciplina na carreira - disse o ex-cruzeirense.

A comparação com outros dois jogadores da Seleção também prejudicou as situações de Ramires e Ronaldinho. Assim como o volante, o meia-atacante Lucas, do Paris Saint-Germain, foi cortado dos amistosos com Itália e Rússia por lesão. Mesmo assim, viajou para Londres e pediu para ficar concentrado com a Seleção durante o período.

Já o lateral-esquerdo Marcelo, do Real Madrid, foi citado como exemplo no caso de Ronaldinho. O ex-jogador do Fluminense foi chamado por Felipão mesmo com a desconfiança por causa de problemas de disciplina com Dunga e Mano Menezes. O pentacampeão "testou" o atleta e o deixou no banco contra a Itália para ver seu comportamento. Mas acabou gostando do que viu, já que Marcelo teve bom relacionamento fora de campo e entrou com disposição quando teve chance para ganhar a vaga de titular.

Sem os dois, a Seleção se apresenta no próximo dia 27, no Rio de Janeiro, para iniciar a preparação para a Copa das Confederações. A estreia do time de Felipão será no dia 15 de junho, contra o Japão, no Mané Garrincha (Brasília). Depois, pega México (19, no Castelão, Fortaleza) e Itália (22, Fonte Nova, Salvador), pelo Grupo A.

Kaká retorna à seleção, e Ronaldinho fica fora de lista para amistosos


O meio-campista Kaká foi a principal novidade na lista de convocados apresentada nesta terça-feira por Luiz Felipe Scolari para os amistosos na Europa contra Itália e Rússia, em 21 e 25 de março, respectivamente. O meia do Real Madrid não havia sido incluído na relação do treinador para o amistoso contra a Inglaterra, em fevereiro. A surpresa ficou por conta da exclusão do meia Ronaldinho Gaúcho, que havia começado como titular no amistoso frente aos ingleses.

A ausência do jogador do Atlético-MG chega a surpreender, pois o atleta tem feito boas partidas pelo clube mineiro. Na derrota da seleção em Wembley por 2 a 1, Ronaldinho perdeu um pênalti.

A reviravolta de Felipão e a novela Ganso

Durante a semana passada tivemos como destaque o título do Palmeiras na Copa do Brasil, a negativa de Diego ao Flamengo, a continuação da novela de Ganso, entre outros.

Diego nunca foi assunto do blog, mas Felipão (e seu Palmeiras) e Ganso já.

- Felipão/Palmeiras



Em novembro de 2011, critiquei Felipão. Na época, o Palmeiras estava pegando fogo. João Vitor acabara de ser agredido por torcedores. Kleber liderava um motim contra a concentração. O ápice da má fase foi a pérola dita por Felipão no aeroporto, quando um fotógrafo lhe tirava a paz.

Disse o técnico: “fotografe meu pau”.

Eu concluí à época que Felipão não conseguiria mais formar mais uma ‘Família Scolari’, baseando minha opinião na mudança de atitude do treinador.

Todos sabemos que o forte de Felipão não é a parte tática. Nunca foi um estrategista. Nada de nó-tático.

A principal qualidade de Felipão sempre foi o trato com os jogadores, o comprometimento que conseguia despertar, a confiança que conquistava em seu trabalho.

Porém, por todo 2011, Felipão parecia desequilibrado, criticava jogadores em público (de Valdívia a João Vitor), não oferecia a proteção de costume ao elenco.

Para minha surpresa, 2012 começou com uma história bem diferente.

A contratação de Barcos, a saída de Kléber, o sequestro de Valdívia, não sei qual o fator, mas Felipão fechou o time e formou nova Família.

Botou a Copa do Brasil-12 no bolso, sem dificuldades.

Especialmente para desmentir a audaciosa previsão.

- Ganso

Ganso também foi objeto de debates. Também no fim de novembro, enviamos um alerta público ao jogador, que deveria se preocupar em ‘decolar’.

O quadro era simples: Ganso não brilhava, escondido em lesões e polêmicas, enquanto seu ‘parça’ Neymar era o melhor jogador do Brasil e já havia presenteado o Santos com sua 3ª Libertadores.

2012 seria uma boa oportunidade.

Mas Ganso não brilhou.

Em junho, Ganso se dizia feliz no Santos e disposto a aceitar o plano de carreira oferecido.

Essa semana, porém, o negócio ficou esquisito.

LAOR, o presidente, disse para quem quisesse ouvir que Ganso não queria mais vestir a camisa do Peixe.

Delcir Sonda, magnata do DIS, revelou sua intenção de levar o jogador ao Inter.

Na sequência, Ganso desmentiu tudo e se disse feliz no Santos.

LAOR deu por encerradas as tratativas. O Santos ofereceu cerca de 450 mil reais/mês. Ganso e seu staff querem 1 milhão. Diferença gigantesca.

Ganso e sua interminável novela continuam esquisitos, o blog acertou nisso.

Empate nas previsões.

Armadilha palmeirense, balonismo tricolor e importância da vitoria pessoal


No último confronto entre Grêmio e Palmeiras pela Copa do Brasil, os clubes protagonizaram um embate no mínimo interessante. Ambos os clubes que encantavam o Brasil na década de 90, com estes mesmos treinadores, porém, hoje, trocados, Luxa no Grêmio e Felipão no Palmeiras.Grêmio tentando buscar o jogo, mas sem articulação e Palmeiras retraído em seu campo e armando belíssimos contra-ataques.

Grêmio e Palmeiras já tinham se encontrado há quinze dias pelo campeonato brasileiro, na ocasião, vitoria tricolor por 1x0. Aparentemente Felipão aprendeu mais com sua derrota do que Luxa que saiu vitorioso.

Palmeiras no hibrido 4-3-1-2/4-2-3-1

Felipão não abre mão de seu hibrido 4-3-1-2/4-2-3-1. O time segue dependente de Marcos Assunção na bola parada. O repertório de jogadas segue limitado, pode se contar nos dedos o quão previsível se tornou o time de Felipão. A primeira ordem é defender para só depois começar a tramar alguma jogada ofensiva.

Palmeiras teve uma incrível dificuldade em sair jogando e desenvolver suas jogadas. Transição ofensiva era dependente de Barcos. Como todo time estava recuado marcando, Barcos ficava próximo ao meio campo, logo após a bola ser recuperada a mesma era lançada ao centroavante. Barcos fazia parede, porém, sucumbia à marcação tricolor, não existia aproximação dos companheiros. Não havia retenção de bola ofensiva, era o famoso bate-volta.

Desse mar não sai camarão.

É, Felipão, tá dificil encontrar camarão...

É, foi apenas um até breve, já que o show tem sempre que continuar...

Não é Danilinho, de volta ao Galo, que só Deus sabe o que andava a fazer no México.

Não é Coelho, o jogador, que assinou um tal "contrato relâmpago" com o "Baêa".

Não é Andrezinho, ex-rubro-negro agora botafoguense, que, de súbito, ganhou status de maestro.

Não é, nem será Montillo, o supervalorizado Montillo, que só há pouco ganhou destaque na carreira.

Conversa entre Felipão e Tite

Conversa de Felipão e Tite
Conversa entre Felipão e Tite. Clique na imagem para amplia-la

Caso Kléber, ainda existem valores no futebol?

Kléber Gladiador gastou 11 mil no gruta azulKléber em entrevista a rede Bandeirantes de televisão fez declarações que ainda existem bons e bonitos valores no futebol, o amor pela família, mas por outro lado detonou o ex-treinador Felipão.

- A proposta é muito boa. Realmente, o Grêmio mostrou muito interesse, só que algumas coisas pesam para mim. Como minha família, minhas filhas. Uma delas falou pra mim: de novo você vai embora de São Paulo, pai? Eu tenho uma estrutura aqui, eu gosto muito daqui, é minha cidade. O Grêmio é uma excelente equipe, muito grande. Então eu só preciso dar uma pensada mesmo. Fiquei muito feliz com o interesse do Grêmio - declarou.

Treineiros e boleiros X imprensa: quem está com a razão?

Dunga, o técnico, era, no popular, uma besta quadrada no trato com a imprensa. Mas Dunga, o técnico, também foi virtuoso em um aspecto de seu conturbado relacionamento com microfones e câmeras.

Foi Dunga, o técnico, o primeiro a lidar de maneira uniforme com a mídia, não importava a quantidade de plim-plins envolvidos.

Não. Dunga, o técnico, não estava certo em xingar, em destratar pessoas. A importância de seu cargo não permitia. Mas, convenhamos, há horas na vida em que a condição humana ultrapassa o chamado papel social.

E para qualquer criatura, deve ser insuportável resistir passivamente à determinadas entrevistas coletivas. Felipão, o ex-Big Phill, que o diga.

Não. Felipão, o ex-Big Phill, não está certo em xingar, em destratar pessoas. Coisa feia, um senhor de currículo recheado, importado de Stanford Bridge, proferir palavras de baixo calão no exercício de sua profissão.

Punição nele. Se possível, exemplar.

No entanto, pense um pouco. O cidadão é treinador de um time importante, que acabou de deixar escapar uma vitória devido a um erro de arbitragem. E, para piorar, um de seus craques ainda sai de campo de forma prematura, por conta, talvez, de um retorno precipitado. A cabeça do cara estará quente, não tenho dúvidas.

Sim. A imprensa tem todo o direito de questioná-lo, ou melhor, cobrá-lo pelo seu erro. Faz parte do show. Mas, pergunto, para que insistir trezentas vezes na mesma questão?

É claro que Felipão errou, quem não por sua culpa, ao escalar Valdívia na partida contra o Atlético, ontem. Assim como é bem legível que o Palmeiras queimou uma substituição precocemente. Afinal de contas, não precisa ser catedátrico em futebol para saber que 18 minutos de tempo de jogo é pouco tempo de jogo,ou não?

Mas será que não havia outros aspectos do confronto a serem abordados?Ou o Verdão se resume ao meia chileno?

Não, repito. Felipão, o ex-Big Phill, não tem um pingo de razão a seu lado no episódio. Perdeu a linha, perdeu tudo, sempre disse meu pai.

Porém, os amigos não acham ser o momento de a mídia rever alguns conceitos?

Ou as seguidas reclamações de técnicos e jogadores, Ronaldo, outro dia desses, foi um a sair fulo da via em meio a uma porção de microfones, não tem fundamento? Respondam aí.

Por Roberto Junior

Por que a surpresa?



Felipão parece ainda estranhar o futebol brasileiro.
E o futebol brasileiro, coitado, não anda a entender Felipão.
O treinador do Palmeiras faz o que pode. Com um elenco limitado, abusa de sua especialidade, o aspecto emocional, para tentar extrair o máximo de seus atletas.

Não tem resolvido. Não há motivação que supere os gigantes problemas técnicos de seu time.

Mas não importa. Consciente das dificuldades, a massa alvi-verde continua fiel a seu comandante. No que faz muito bem.

No entanto, afora os torcedores do Verdão, o mundo da bola parece farto das fanfarronices "Felipônicas".

Comentaristas já contestam algumas de suas opções táticas.
Árbitros se impacientam com sua personalidade explosiva.
E o glorioso STJD o transforma em um de seus "réus" preferidos.

Estará então Scolari vitimado por uma cruel perseguição?

Talvez sim.

Mas o inacreditável mesmo é ver o ar de reprovação diante da intempestividade do ex-Big-Phill.

É. Porque Felipão sempre foi assim. "Enjoado", marrento. E foi com esse jeitão de xerife, que tornou-se o principal treinador brasileiro em atividade.  E todo mundo aplaudiu.

E engana-se quem diz que na Europa o jovem senhor amansou o gênio forte. Nada disso. Lembram do soco no sérvio Dragutinovic? Ou dos problemas de relacionamento com as estrelas do Chelsea?

Infelizmente, é dessa forma que o futebol brasileiro funciona. Primeiro se criam os monstros. Depois, enquanto estão por cima,  eles são cuidadosamente alimentados. E só aí, quando já fugiram do controle, o povo cai na real e vê que, na verdade, eles foram supervalorizados.

STJD, deixa o homem trabalhar!