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Ídolos, eles realmente existem?

Ídolos, eles realmente existem?
A invasão do futebol pela trupe de empresários e grupos de investimentos trucidaram os últimos resquícios de amor à camisa colocando valores exorbitantes de transferências e salários acima de qualquer sentimento que o atleta possa cogitar sentir. Diante de um cenário que molda o pensamento do jogador a buscar o quanto antes uma transferência ao exterior e obsta o surgimento de ídolos, os termos "ídolo" e "craque" foram perigosamente banalizados.

Levando-se em conta que é mais razoável compreender quando uma jovem promessa realmente desponta e eleva-se ao status de craque, prefiro focar na questão da relação ídolo x torcida. Aliás, esta sabe bem como e quem ungir como ídolo. Contudo, em um universo dinâmico como o futebol, prefiro classificar os ídolos em duas categorias: os ídolos históricos e os ídolos passageiros.

Nossos bons ídolos, onde estão?

Quem nutria dúvidas sobre a importância da permanência de Neymar no Brasil, ontem, as dirimiu por completo. Inclusive eu, que vi antigas ponderações e contestações diluídas pela chuva que caiu forte em São Januário.

Mais que marketing, dinheiro e estádios confortáveis, o futebol brasileiro precisar reencontrar seus ídolos. Como é Edmundo, simultaneamente, homenageado e homenageador na linda festa protagonizada pela torcida do Vasco.

E olha que o conceito de ídolo, após a noite de revisão de certas ideias pela qual passei, me permito tratar de forma um pouquinho menos rigorosa: se não puder ser exemplo de conduta fora de campo, que seja impecável enquanto estiver nas quatro linhas.